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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ACHADOS ARQUEOLÓGICOS EM ESPERANÇA

Na cidade de Esperança, no interior da Paraíba, podem ser observados registros pré-históricos de outras civilizações (civilizações antigas ou então pré-históricas) em dois sítios da região: Lagoa de Pedra e Caldeirão.
Em Lagoa de Pedra, distante cerca de 5km da sede do município, existem inscrições rupestres (pintadas) gravadas em um grande paredão. O painel mede 1,28 x 1,29 cm e é composto de formas esquemáticas de possíveis zoomorfos em tom de vermelho e fica próximo ao tanque de onde foram retirados na década de 90 fósseis de animais pleistocênicos por pesquisadores da UFPB.
Enquanto que na localidade Caldeirão registra-se uma importante Itacoatiara sob a técnica da meia-cana, cujas gravuras muito se assemelham as da Pedra do Ingá. O local é privilegiado pela natureza e possui uma cachoeira e um riacho, afluente do Rio Mamanguape.
Além dos achados pré-históricos e das belezas naturais, os dois sítios possuem a vegetação nativa relativamente preservada, reunindo condições necessárias para o estudo (arqueo-paleontológico, pois refere-se a estudos de arqueologia – vestígios humanos, no caso os sítios; e paleontologia – vestígios de animais extintos) e a prática do ecoturrismo.
Nos sítios Pintado e Pedra Pintada também há evidências dessas civilizações. Em 1993, durante os trabalhos da “emergência” foram encontradas pela Emater penelas de barro e grandes ossadas nesses dois locais.
E até o centro desta cidade guarda seus mistérios. Em 1997 ao se reformar um depósito na Rua José Andrade, as escavações descobriram ossadas de uma preguiça gigante (Eremotrerium Laurilardi) que datam de oito mil anos atrás, e outras indicam pertemcerem ao “Haplomastodon Larigi”, um parente distante do elefante, e ao “Hoplophorus Euphractus”, antecendente do tatu. Os levantamentos foram feitos por uma equipe da UFPB e publicados na Revista da Esperança.
Na foto acima detalhamos o Cruzeiro e as inscrições de Lagoa de Pedra.

Rau Ferreira

sábado, 11 de dezembro de 2010

Um olhar sobre a menoridade penal

 Um assunto importante, de grande relevância, é a questão da menoridade penal, tendo em vista que jovens infratores ao serem apreendidos não reclamam para si a irônica inocência, mas se defendem usando como argumento principal o fator idade. E por serem menores de idade solidificam a impunidade, posto que ao sejam punidos de acordo com as leis impostas à sociedade.
            Os que são contra a redução da menoridade penal alegam que os jovens infratores buscam encontrar o submundo do crime a realização dos seus sonhos de consumo, visto que seus pais não têm condições socioeconômicas favoráveis que lhes proporcionem a concretização dos seus sonhos.
            Por outro lado, aqueles que são a favor da redução da menoridade penal argumentam que é necessária a aprovação dessa lei, pois se os jovens de 16 anos de idade estão aptos a escolher seus governantes, também o estão para responder por suas infrações, acabando-se, assim, com a impunidade que tantos transtornos trazem para a nossa sociedade, além de incentivar os jovens a aumentar a estatística do crime em nosso país.
            Portanto, nossos governantes e toda a sociedade brasileira devem olhar com mais seriedade para esse tão grave problema e criar medidas socioeducativas, para serem aplicadas com responsabilidade, de modo que possam ser reprimidos esses instintos de criminalidade que fervilham a mente desses jovens infratores, que são homens demais para cometer crimes e crianças de mais para assumi-los.

Gabriela Coelho

Gabriela

Há uma flor no meu jardim
Gabriela é o nome dela;
Ela não gosta mais de mim,
O quanto eu gosto dela.

Gabriela é a flor mais bela
Um anjo querumbim;
Tudo o que eu sonhei pra ela
Sonhei antes para mim.

Gabriela é uma doce donzela
Cuidar de uma rosa assim
É uma honra para mim
Fiz esse poema para ela!

Rau Ferreira

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ESCRITOR ESPERANCENSE GRAVA ENTREVISTA PARA TV

O escritor Rau Ferreira gravou na manhã de hoje uma entrevista para a TV Itararé. Na pauta o livro do poeta esperancense SILVINO OLAVO e o resgate cultural que vem sendo empreendido por este pesquisador sobre as figuras e a história do nosso município.
A reportagem terá cerca de três minutos e irá ao ar na próxima semana no programa Diversidades da TV Itararé, que é uma afiliada da TV Cultura de São Paulo. E será exibido às 13 horas, com reprise às 19 horas naquele canal, podendo ser visto ainda na página da Itararé na web (http://www.tvitarare.com.br/site/)
"Para nós foi uma grata satisfação e uma valiosa oportunidade para divulgar a nossa cidade que tem importantes personalidade e cuja história é rica em tradições. Nesse contexto respondemos algumas questões sobre Silvino Olavo e declamamos algumas poesias", disse o escritor.
O programa diversidades tem uma ótima audiência em Campina e região e trás sempre alguma novidade sobre o mundo das artes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Escola Muicipal José Souto oferece aula de música aos educandos

A EMEF José Souto não tem medido esforços para oferecer uma educação de qualidade para seus educandos. Além das aulas de informática, este ano a novidade é aula de músicas - violão e flauta. Para 2011 a gestão planeja introduzir o xadrez na sua grade curricular. Parabéns a gestão e todo corpo docente...







terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Deus indefinido

Cara Professora Marilda Coêlho;

Envio-lhe aquele poema que fiz por ocasião do I Café Filosófico, o qual resume a teoria levantada pelo Dr. Alex Arruda de que o homem não tem o alcance da compreensão de Deus. 

O Deus indefinido

A inteligência humana não houvera
Compreender este "apeiron"
em sua total capacidade;
Do sol, do antropos e do Amom
conhecida em sua divindade.
É a fé que temos nos átomos
Do indefinido, o prefeito, a caridade.

Esperança, 05 de dezembro de 2010.
 
Rau Ferreira

Café Filosófico

Professora Marilda Coêlho;

Parabéns a todos pela feliz realização do Café Filosófico, cujo tema é por demais empolgante. Acredito ser legítimo acreditar em Deus e neste contexto fé, religião e o científico podem caminhar juntos pois a ciência, a meu ver, nada mais é do que uma ferramenta para a comprovação da existência do ser divino. 

--
Att.
Rau Ferreira

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

1º Café Filosófico: é legítimo acreditar em Deus, mesmo sem provas?











No dia 05 de dezembro, a turma de estudantes de Filosofia do INTEP-PB polo de Esperaça realizou um simpósio, onde discutiram se é legítimo acreditar em Deus mesmo sem provas. O evento contou com a participação de palestrantes de alto nível no campo da Filosofia, Teologia e Espiritismo, a exemplo do Filósofo e Advogado Mestre Alex Souto Arruda, do Sr. Pedro Paulo da Costa - presidente da Sociedade de Estudos Espírits Esperancenses e do Teólogo/Filósofo Odailson Teotônio, além de um público de intelectuais e estudantes que simpatizam com a temática focalizada.

ANTONIO SILVINO EM ESPERANÇA


Manoel Batista de Morais (1875-1944) ficou mais conhecido pela alcunha de Antônio Silvino. Movido pelo sentimento de vingança dos assassinos de seu pai, o cangaceiro liderou o bando do seu finado tio Silvino Ayres e atuou em diversas cidades do compartimento da Borborema, entre elas Esperança.
Era identificado como Leão do Norte, Rifle de Ouro, Mestre da Morte e outros epitetos. Sua conduta, porém, destacava-se dos demais bandoleiros: roubava dos ricos, fazia justiça às moças defloradas e jogava moedas para os pobres.
Segundo relatos, certa vez Antonio Silvino apeou seus cavalos nas proximidades do SESP enquanto um de seus cabras procurou os comerciantes locais que lhe forneceram a ajuda necessária, no compromisso de abster-se de perturbar estas paragens. Alcançado o intento saiu sem deixar rastros. O “Capitão” considerava esta uma terra “onde a gente é muito mansa” (Chagas, p. 128).
A vida e as proezas de Antonio Silvino foram contadas em versos por Francisco das Chagas Batista (A Vida de Antonio Silvino, 1904). Em alguns versos de cordel que se atribui façanhas ao “herói do norte”, encontramos a seguinte menção da presença deste cangaceiro na cidade:

“- 31 -
E entrei, no dia seguinte,
Na povoação de Esperança.

Na povoação de Esperança
Dois macacos eu prendi,

Como êles não se opposeram
Soltei-os, não os offendi;

Então dos negociantes
Os impostos recebi.

Que exigi somma guardada
Do commercio ninguém pense:
Recebi só os impostos
Porque isto a mim pertence,
Até que um dia o governo
De perseguir me dispense

Da Esperança dirigi-me
A Villa de Soledade,
Ahi, de José Coito,
(com quem tenho inimizade)”.

Por três vezes Antonio Silvino tentou a reabilitação, tendo inclusive procurado o Padre Francisco Gonçalves de Almeida, vigário de Esperança, e aos padres José Paulino e Custódio de Santa Luzia, para que estes interviessem em seu indulto. O resultado foi um acordo, em 1912, entre Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco para acabar com o Cangaço a qualquer pretesto.
Foi preso em 1914 ele cumpriu pena na Casa de Detenção do Recife onde permaneceu por 22 anos. Liberto em 1937, veio residir em Campina Grande, onde faleceu e foi enterrado.

Rau Ferreira